Adele - Hometown Glory

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


"Talvez um dia o encanto acabe e o elo que nos une seja quebrado.
Pode ser que as cobranças se tornem constantes e as discussões sejam frequentes. Discordaremos de coisas que concordávamos outrora, a tolerância não será mais a mesma. Pode ser que os teus olhos não brilhem mais ao me ver e que o meu coração não bata mais forte ao ouvir o teu nome.
Veremos que a  sintonia que tínhamos foi perdida. A cumplicidade não será mais a mesma e iremos perceber que foi criado um abismo entre nós.
Não teremos a sensação de que o tempo corre devagar quando estamos longe, de que as horas são tão longas…
Irei decepcionar-te, então perceberás que não sou "perfeita" como pensavas. Os defeitos que antes eram quase imperceptíveis, tornar-se-ão visíveis. Perceberemos que não somos tão parecidos quanto pensávamos.
Não serei mais a causadora dos teus sorrisos, nem conseguirei dizer as palavras que lhe arrancaram suspiros em outros momentos. 
Juras de amor não serão mais trocadas e lembraremos que o “para sempre”, sempre acaba.
E se esse dia chegar, se essa hipótese se tornar realidade...
Eu quero que saibas que…todos os "eu amo-te" que eu te disse foram sinceros e que não me arrependo de tê-los dito.
Prometo que guardarei os bons momentos. 
Lembrarei de ti com carinho, sem mágoas ou ressentimentos."

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. 
No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão, cansados de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. 
Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos. Arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor. 
Torna-se a nossa companheira mais próxima, deixando de nos defender da tristeza que se vai consumindo como uma vela esquecida num presépio morto que uma corrente de ar ou um novo sopro de vida um dia apagará.
Mas isso só é possível quando conseguirmos esquecer." 
(Margarida Rebelo Pinto)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. 
Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. 
Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. 
Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias."
(Margarida Rebelo Pinto)

sábado, 6 de agosto de 2011

"Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos."
(Margarida Rebelo Pinto)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. 
Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. 
Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. 
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. 
Pega no telefone e liga-lhe. 
Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela."
(Margarida Rebelo Pinto)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

“Podes não ser o primeiro, o último ou até mesmo o único. Ela amou antes e poderá voltar a amar. Mas se ela te ama agora, que mais importa ? Ela não é perfeita - tu também não és, e os dois poderão nunca ser perfeitos juntos (...) mas se ela te consegue fazer rir, fazer pensar duas vezes e admitir que és humano e que cometes erros, agarra-a e dá-lhe o máximo que conseguires. Ela poderá não pensar em ti a cada segundo do dia, mas dar-te-á uma parte dela que sabe que poderás quebrar - o coração. Por isso, não a magoes, não a mudes, não analises e não esperes mais do que ela poderá dar. Sorri quando ela te fizer feliz, diz-lhe quando ela te puser furioso e sente a falta dela quando ela não estiver.”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Gosto do teu ar, do teu olhar, da tua forma de andar, das tuas mãos guardadas nas minhas, gosto de te cheirar, de te sentir, de me calar para te ouvir, de me deitar ao teu lado para dormir e depois acordar, depois espreguiçar-me e levantar, e rir e dançar e cantar e cada dia outra vez começar um novo dia a sonhar.
Gosto da tua boca certa e do teu cabelo farto, da tua voz cantada e aconchegante, dos teus beijos longos, dos teus abraços infinitos, das tuas piadas e risadas, dos teus braços à volta do meu, as duas cabeças encostadas, os ombros em paralelo, as pernas dobradas e os pés juntos.
Gosto do teu hálito fresco e do teu sorriso aberto, da tua cabeça arejada e do teu olhar mais secreto, gosto de te ver junto ao meu peito a contar as batidas do meu coração, de sentir que estás sempre perto e sempre estarás, que vives cá dentro e mesmo na ausência, quando só te vejo com os olhos fechados e as mãos juntas em concha, sei que és perfeito…
Gosto de te ver a rir e a brincar, gosto do teu cheiro e do teu olhar, gosto de te ter sempre perto e de sentir que tudo está certo, de saber que afinal vale a pena acreditar que um dia a paz acaba sempre por chegar, que não há esperas vãs nem dias perdidos, que todas as noites são de lua cheia e todas as mans estão cheias de ti, meu amor, quero-te, quero-te, quero-te.
Por isso abre as mãos e o peito, deixa-me ficar para sempre lá dentro, guarda-me em ti e espera sem esperar a cada dia que passar, que este meu amor imenso, doce, intemporal resista ao tempo, resista ao medo, resista ao mundo, resista a tudo e não precise de mais nada a não ser de ti, tu que és principio e fim, que estás no meio de tudo, que atravessas a vida de mão dada comigo, tu de quem eu gosto, gosto, gosto.”
(Margarida Rebelo Pinto)